
VATICANO: O papa Francisco, depois de receber alta do Hospital Gemelli, em Roma, neste domingo (23), cumprimentou os fiéis que o aguardavam em frente ao local. O papa estava internado desde o dia 14 de fevereiro por pneumonia bilateral e complicações respiratórias e apareceu na janela do quinto andar do hospital. Essa foi a primeira aparição pública em quase 40 dias.
“Obrigado a todos”, disse o pontífice ainda com dificuldades na fala. Em meio à multidão, o papa reconheceu uma senhora chamada Carmela, que todas as quartas-feiras participa da Audiência Geral, no Vaticano, com um maço de flores. Francisco brincou dizendo: “Estou vendo daqui uma senhora com flores amarelas. Ela é ótima”.
Ontem (22), durante a coletiva de imprensa com a equipe médica responsável por Francisco, foi esclarecido que o papa precisa de repouso por pelo menos dois meses, com medicações e fisioterapias para melhorar, inclusive, o retorno completo da voz e a diminuição do cansaço respiratório.
Logo em seguida, o Papa deixou o hospital rumo à Casa Santa Marta, no Vaticano. A Santa Sé confirmou que durante o trajeto, Francisco pediu para fazer uma parada na Basílica de Santa Maria Maior, ainda em Roma, para rezar e agradecer por sua recuperação.
Enquanto os fiéis acompanhavam a alta do papa Francisco por meio de telões na Praça São Pedro, no Vaticano, a Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o texto preparado para o Angelus deste domingo (23).
Um apelo para o fim das guerras
No texto, o papa Francisco mostrou tristeza pelos novos bombardeios israelenses em Gaza e pediu “o cessar imediato das armas” e que seja alcançado um “cessar-fogo definitivo”.
O Pontífice também expresso na mensagem tristeza pela retomada do conflito. “Fiquei triste com a retomada de intensos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, com muitos mortos e feridos. Peço coragem de retomar o diálogo e a libertação de todos os reféns “, disse Francisco.
Na oportunidade, o papa ressaltou sua satisfação pelo fato de “Armênia e Azerbaijão terem chegado a um acordo sobre o texto final do Acordo de Paz”.
“Espero que seja assinado o mais rápido possível e, assim, contribua para estabelecer uma paz duradoura no Cáucaso do Sul”, acrescentou no Angelus divulgado por escrito pelo sexto domingo consecutivo devido sua longa hospitalização.
O Pontífice finalizou a mensagem recordando da paciência que precisou ter durante a longa internação. De acordo com ele, isso “se reflete no cuidado incansável dos médicos e dos profissionais de saúde, assim como no cuidado e na esperança das famílias dos doentes”, concluindo o texto com algumas palavras de agradecimento. (Gazeta do Povo)